Novos tempos

16 12 2008

Todo fim de ano eu sindo uma necessidade enorme de mudança. Não sei se isso é comum às pessoas, mas parece um eritema, uma coceira. Aí eu mudo umas coisas aqui, outras ali, e como a coceira, a vontade de mudar continua.

Pois bem, musicalmente falando, muita coisa mudou nesse fim de ano. Tenho tocado com uma certa regularidade com um baterista chamado Igor Queiroz e isso tem rendido muitas composições novas. Acabei saindo do apartamento e me mudando para uma casa, o que me aproximou do projeto do estúdio de gravação (que ainda é coisa pro futuro) e tem me possibilitado uma série de experiências, com algumas gravações feitas ainda à guisa de muito improviso.

Vamos chamar isso de pré-produção, que é um nome chique demais para uma coisa que ainda não está bem formatada… Há duas semanas gravamos uma música nova chamada “Caso Perdido”, semana passada regravamos a “Hopelles Heart”, que antes tinha uma bateria sequenciada, e esta semana talvez ainda dê tempo de trabalhar numa composição nova chamada “Livre para Ser Livre” (ou melhor, ainda chamada, por falta de um nome melhor). As gravações têm transcorrido num clima muito descontraído. Igor grava a bateria e eu gravo o restante dos instrumentos, enquanto a gente anda à caça de um contrabaixista com um nível de insanidade semelhante ao nosso.

O objetivo dessa bagunça toda é apenas diversão, como aquele cara que se dedica a reformar um Maverick 78 todo acabado… Até mesmo porque investir em música instrumental hoje é loucura, existem chances mínimas de retorno financeiro. Mas de qualquer modo, o resultado vem vindo aos poucos e as grvações vão surgindo. À medida em que eu for terminando as mixagens vou atualizar a página, colocando os arquivos .mp3 no local de costume.

Um abração.